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| Imagem meramente ilustrativa |
Depois de muito refletir sobre com qual história debutar
neste blog, tamanha diversidade de aventuras já vividas por nós, escolhi uma
que muito me marcou, talvez a primeira grande odisseia em que todos nós
participamos.
Vamos por partes. Primeiro gostaria de me apresentar, Sr. Ficha
Rosa, muito prazer, literalmente. Acredito que ganhei esta alcunha pelo meu
gosto de terminar, começar ou estar em qualquer momento na casa das primas.
Por vivermos em uma cidade com poucas, ou quase nenhuma
balada, quando vamos para balada mais perto é uma aventura, por que envolve uma
viagem, é sempre um grande acontecimento.
Eis que um dia antes do campeonato da faculdade, resolvemos
encarar uma balada e foi logo o time todo e mais alguns agregados. Como
normalmente sempre estou dirigindo, nestas viagens mais longas me poupo para
poder encher a cara e lá fomos nós em 3 carros para balada.
No caminho já matamos duas garrafas de vodca e uma de
tequila, pra entrar bonito na balada. Ao entrar no recinto já extremamente
embriagado, qual foi a brilhante ideia? Tomar cada um, daqueles drinks que tudo se mistura e pega fogo, nos enfileiramos na bancada e cada um
tomou um.
Nesse momento, o senhor Mania de Limpeza, já ficou apoiado
no balcão, sem reação, ao melhor estilo Chico Xavier.
Segue o jogo e a balada, nos perdemos, dividimos e fomos a
caça. Quando um grupo de novinhas, começam a provocar a gente, mas provocar
mesmo, quando fico indignado de tomar uma bota e vou atrás dela, a prenso no
balcão do bar e indago:
- Acha que é só deixar de pau duro e sair fora?
No que ela responde:
- Ai como você é porco
De bate pronto com dois pés no peito eu retruco:
- Por que você não viu o tamanho do instrumento, se não ia
chamar de jumento.
Muitas risadas depois, estou junto do meu amigo titio
xavecando duas minas, até que ele escuta o segurança falando se não aparecer
nenhum amigo dele vamos levar pro PS, ele sabiamente resolveu perguntar do que
se tratava. O segurança apontou para um corpo estirado no chão, todo vomitado,
que surpresa que era um dos nossos.
Com um soldado abatido, resolvemos nos retirar. Procurando
todos nosso amigos encontramos um dormindo no sofá do camarote.
Depois de muito sofrer e reunir a tropa, vemos que nosso
homem ferido, precisa mesmo de glicose e vamos ao PS da cidade.
Enquanto ele esperava por atendimento, eu, com muita fome, de
cinco em cinco minutos clamava por um pão com manteiga para enfermeira, até
tentei invadir a cozinha do local, sem sucesso (óbvio).
Fomos convidados a esperar do lado de fora, tamanho barulho
que fazíamos. Com a cabeça funcionando a mil e a indignação de ter que esperar
tivemos brilhantes ideias, que vão desde subir no teto do hospital e mostrar a
bunda pra cidade inteira, a corrida de lixo hospitalar, passando por furto de
luvas cirúrgicas, que no dia seguinte virariam uma modalidade nova de como
beber vodka! (e hidratar nossos jogadores)! Mas isso é outra história.
Em tempo, jogamos o campeonato, ficamos em terceiro e nosso
homem ferido foi o artilheiro.

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